quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Brasil é um dos maiores produtores de conhecimento

O Brasil alcançou a 13ª posição na classificação mundial em produção científica em 2008 - ultrapassou a Rússia (15ª) e a Holanda (14ª). De 19.436 artigos em 2007, essa produção subiu para 30.451 publicações em 2008.
Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e Inglaterra são os cinco primeiros colocados, seguidos da França, Canadá, Itália, Espanha, Índia, Austrália e Coréia do Sul. Com esse aumento na produção científica, o Brasil passa a contribuir com 2,12% dos artigos de todos os 183 países.
O desempenho alcançado pelo Brasil é resultado da atuação das universidades e centros de pesquisa que atuam na pós-graduação universitária. Outro fator relevante no desempenho científico brasileiro é o apoio das agências federais no fomento à pesquisa e na formação de recursos humanos nos últimos anos, por meio da concessão de bolsas de estudo para cursos de pós-graduação stricto sensu e a disponibilidade do acesso livre ao conhecimento gerado mundialmente, oferecido pelo Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Confira a evolução dos dados. (Assessoria de Imprensa da Capes)
http://www.capes.gov.br/servicos/sala-de-imprensa/36-noticias/2651-brasil-e-o-13o-entre-os-maiores-produtores-de-conhecimento

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dia Mundial do Livro: 361 cidades brasileiras sem biblioteca

23 de abril, é comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral, data criada pela Unesco para " promover a leitura, a publicação e a proteção da propriedade intelectual ". No Brasil, onde 10,5% da população com mais de 15 anos ainda é analfabeta, a data serve para lembrarmos dos desafios que o país enfrenta na difusão da leitura.Um dos principais é a criação de um sistema decente de bibliotecas públicas, espaços fundamentais de acesso aos livros em qualquer país. Em entrevista ao blog, a coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Ilce Cavalcanti, detalha os principais problemas da área, e explica planos do governo. Ela diz que faltam profissionais capacitados, e que 361 municípios brasileiros ainda não possuem bibliotecas públicas.Em quantas cidades brasileiras ainda não há biblioteca? Vamos fazer um censo, com visitas in loco, para precisar isso. O número que temos hoje é de 361 municípios ainda sem biblioteca. No entanto, há também casos de cidades com bibliotecas cadastradas em nossa rede, mas onde o atual prefeito diz que a biblioteca não existe mais. Então temos que entender o que aconteceu, porque esses lugares receberam verba do governo. A biblioteca abriu, mas fechou? Ou não chegou a existir? É o que vamos apurar.Até quando essas 361 cidades vão ter suas bibliotecas?O material já está todo comprado, e deve ser enviado até o final de julho.O material inclui o quê? São 2 mil títulos selecionados por profissionais de diversas áreas, todos pelo menos com mestrado, e mais estantes, circulador de ar, computador, mesas para leitura, DVD, TV.No ano passado, o governo disse que até dezembro todos os municípios brasileiros teriam pelo menos uma biblioteca. Por que o objetivo não foi atingido? Tivemos problemas porque uma empresa entrou com um processo contra a licitação. Fizemos nossa parte, mas tivemos que esperar isso ser resolvido na Justiça.Como se distribuem as bibliotecas pelas regiões brasileiras? São 5151 bibliotecas: 361 no Norte; 1299 no Nordeste; 1819 no Sudeste; 444 no Centro Oeste e 1228 no Sul.Quais são hoje as principais dificuldades do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas?O governo federal está dando muito apoio para as bibliotecas, sabendo que o importante não é só o quantitativo, mas também a qualidade do serviço oferecido. A gente tem que se preocupar muito com isso. Estamos criando bibliotecas, modernizando acervos, mas precisamos também de profissionais capacitados trabalhando na ponta do processo.Essa é a maior dificuldade hoje? Especialmente nas bibliotecas municipais, esse é um grande problema. O salário é tão baixo que às vezes as cidades abrem concurso e não tem candidato. Ou então a pessoa passa no concurso e três meses depois larga o emprego. Muitas dessas bibliotecas não têm um profissional bibliotecário, mas apenas funcionários com segundo grau.Quanto ganha, mais ou menos, um bibliotecário municipal?No máximo, R$ 2 mil. Em geral, bem menos do que isso. Nas bibliotecas federais é melhor, porque o plano de carreira é diferente.E o programa dos Pontos de Leitura? Quando começará a ser implantado? Já foram selecionadas 550 pessoas, jurídicas e físicas, para os pontos de leitura. Cada uma vai receber um kit com 650 títulos, dois computadores, e material para leitura. No início de maio esse material começa a ser enviado.
Fonte: http://www.opopular.com.br/ultimas/noticia.php?cod=393327

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Liberado na web maior acervo musical do mundo

Recebi e repasso:

O maior catálogo de arquivos musicais do mundo passou a ser de domínio
público nesta terça-feira. O Arquivo de Música Contemporânea de Tribeca, em
Nova York, nos Estados Unidos, foi liberado pela Universidade de Colúmbia,
com quem o acordo para liberação do material fonográfico foi firmado na
última semana.


Um dos primeiros acervos que podem ser acessados, segundo o site Arcmusic,
é a coleção de blues do guitarrista da banda Rolling Stones, Keith
Richards, com canções originais em 78rpm do músico Robert Johnson, datadas
de 1937.


Ao todo, o arquivo fonográfico de Tribeca contém mais de 2 milhões de
gravações, 3 milhões de fotografias, livros e vídeos, incluindo trilhas
sonoras de filmes do cinema. O catálogo disponibiliza ainda gravações de
música pop e traz dados sobre os músicos e bandas.


De acordo com o site ArtsBeat, hospedado no jornal americano New York
Times, o compartilhamento do material não visa a fins lucrativos. A
intenção da universidade em viabilizar o acesso ao acervo é uma maneira de
estimular o desenvolvimento de novos projetos na área musical


Fonte: Terra Tecnologia

O endereço do ARChive of Contemporary Music é
http://www.arcmusic.org/begin.html


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Concursos estimulam hábito de leitura entre crianças

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) recebe, até o próximo dia 30, inscrições para quatro concursos destinados à promoção do hábito de leitura entre crianças e adolescentes. Os concursos são realizados em parceria com a Petrobras. Os regulamentos estão disponíveis no site da fundação, no endereço www.fnlij.org.br.O 14 º concurso Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura junto a Crianças e Jovens de todo o Brasil 2009 visa a premiar projetos com pelo menos dois anos de existência. ¿ Pode ser em qualquer lugar. Pode ser na escola, na biblioteca, na rua. São projetos que já tenham uma experiência, um trabalho desenvolvido há pelo menos dois anos e que privilegiem a literatura¿, afirmou a secretária- geral da FNLIJ, Elizabeth Serra.Esse concurso foi lançado pela fundação em 1994 e retomado em 1997. Em 2003, foi iniciada a parceria com a Petrobras. "A finalidade é estimular e dar conhecimento dessas experiências que a gente sabe que há pelo Brasil, cada vez mais, de pessoas e empresas que estão procurando levar a leitura a crianças mais distantes¿, explicou.Outro concurso, o Leia Comigo, está em sua oitava edição e visa a premiar textos de adultos brasileiros ou estrangeiros residentes no país. ¿ São dois tipos de relatos. Podem ser relatos reais, de coisas que tenham ocorrido de fato, ou relatos imaginados, ficcionais sobre essa idéia de ler junto. O que a gente está querendo promover é a importância de ler para o outro. Esse hábito estabelece relações entre membros da família, como pai e filho, irmão e avó. Como isso é rico e faz mover a leitura¿!Mais dois concursos- o Curumim e o Tamoios- são voltados, respectivamente, para leitura de obras de escritores indígenas e textos de escritores indígenas. Esta será a sexta edição de cada um deles.Elizabeth Serra disse que os dois concursos são feitos em conjunto com o Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (Inbrapi). Ela lembrou que embora a cultura indígena tenha a tradição da oralidade, a preservação da escrita voltada para as crianças garante a perpetuação dessa cultura e sua difusão. O concurso Tamoios procura incentivar a produção de textos para crianças e jovens por escritores adultos indígenas residentes no Brasil. Já o Curumim premia o relato de trabalhos que as escolas fazem com os livros desses autores. ¿ Então, a gente visa aos dois lados: promover a autoria desses indígenas, com textos para crianças e jovens e, por outro lado, estimular a leitura desses livros nas escolas¿.Os vencedores dos quatro concursos serão conhecidos no site da FNLIJ até o fim de maio. A premiação será feita durante o Salão do Livro Infantil e Juvenil, programado para o período de 10 a 21 de junho.Os três vencedores do 14 º Concurso FNLIJ Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura receberão certificados, livros e prêmios em dinheiro que variam de R$ 10 mil a R$ 3 mil. Nos demais concursos, os ganhadores receberão certificados e livros e terão seus textos publicados no informativo mensal da fundação. São concedidas também menções honrosas.
Fonte: Agência Campo Grande News

sábado, 11 de abril de 2009

Unesco lançará a Biblioteca Digital Mundial no dia 21

A Biblioteca Digital Mundial, um site que oferecerá gratuitamente um arcevo excepcional de livros, manuscritos e documentos sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo, será lançada no próximo dia 21, na sede da Unesco, em Paris. O site da Biblioteca Digital Mundial funcionará em sete idiomas (árabe, chinês espanhol, francês, inglês, português e russo). O projeto, no qual participam a Unesco e outras 32 instituições associadas, foi desenvolvido por uma equipe da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e participam nele instituições da Arábia Saudita, Brasil, Egito, China, Estados Unidos, Rússia, França, Iraque, Israel, Japão, Grã- Bretanha, México e África do Sul, entre outros países.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O menino do pijama listrado

Estou lendo o livro "O menino do pijama listrado" de Joh Boyne.

Segue um comentário sobre o livro publcado no jornal The Irish Independent:
"Um livro tão simples e tão bem escrito que beira a perfeição".

Quando eu terminar conto para vc´s!!

terça-feira, 31 de março de 2009

Inteligência competitiva: antecipar ou reagir?

Muito tem sido dito sobre as causas da crise que vem assolando o mundo desde o fim de 2008. Políticos culpam-se mutuamente pela bagunça, citando a falta de regulação. Financistas culpam os perdulários pseudodonos de imóveis americanos. Consumidores culpam os gananciosos executivos donos de empresas. E os meios de comunicação culpam a todos. Não queremos achar um culpado, mas pensar em como se poderia ter antecipado esta situação. Será que um sistema de inteligência competitiva (IC), gerando análises financeiras robustas e alertas antecipados não poderia ter indicado que a crise aconteceria?

Grandes empresas brasileiras de diversos setores, inclusive financeiro, poderiam ter feito uso em maior escala de IC para gerar cenários que levassem seus executivos a antecipar a chegada da crise. Não estamos sugerindo que não tivessem mantido um olhar atento aos mercados, pois temos certeza que grandes empresas mantêm um exército de analistas, triando imensas quantidades de informações, para gerar análises e tendências. No Brasil, a crise gira em torno de quatro pilares: crédito, câmbio, inflação e juros. Como dizem que Deus é brasileiro, quase não há instituições financeiras brasileiras no foco da crise, como acontece em outros paises na Europa e na Ásia. Mas será que essas empresas possuíam um sistema de alertas antecipados fornecendo sólidos indicadores que apontassem a hora e a gravidade da crise? Que apontassem falhas e, principalmente, sugestões do que fazer?

Em setembro de 2008, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicava que a Europa estava próxima a uma recessão, em função da retração dos mercados imobiliários e do encarecimento das matérias-primas que pesavam sobre o crescimento mundial, além da desaceleração econômica que se daria acentuadamente na zona do euro. Apontavam o contrário para o mercado americano, dizendo que o crescimento do segundo trimestre fora muito mais forte que os 3,3% previstos, levando a OCDE a amenizar seu cenário e a prever mais 1,8% de crescimento. Jorgen Elmeskov (OCDE), destacou, em entrevista à BBC, que a atividade sofreria uma leve estagnação no final de 2008, com possibilidades remotas de desemprego.

Os principais indicadores econômicos mundiais mostram que as análises, infelizmente, não estavam totalmente corretas. O baque na economia norte-americana aconteceu com muito mais criticidade e o reflexo no mundo é visível hoje. O mesmo aconteceu com as empresas brasileiras com relação aos seus investimentos e planos para 2009. A Ford, no Brasil, vendeu automóveis financiados em até 84 meses a taxas de juros praticamente inexequíveis atualmente. Empresas demitem em massa, fruto da não percepção e antecipação às mudanças.

Será tarde para tomar uma ação decisiva? Isso depende da definição de tarde. Havia abundância de avisos prévios do que se passava nos mercados de crédito e que poderiam ter sido encontrados olhando-se o comportamento dos empréstimos interbancários. Mas não basta encontrar um indicador de alerta antecipado e reconhecer a sua importância. A IC, que gera estes alertas, deve comparar, analisar e considerar diversos aspectos inerentes ao negócio de cada empresa e ligá-los a uma decisão ou plano de ação, recomendando o que deve ser feito. Portanto, não se olhava para a floresta e sim para as árvores. Certamente, a busca desses sinais, por vezes fracos, teria permitido ao governo fortalecer os sistemas bancários, às empresas a melhorarem seus processos produtivos, ou, pelo menos, garantir medidas preventivas com certa antecipação e não apenas reagir, como aconteceu. Este é um típico caso em que usar IC, minimizaria riscos graves como os que esta crise vem causando. Empresas que crescem e prosperam têm usado de inteligência sistematicamente, para evitar estar ao sabor de crises, tsunâmis e até mesmo ondinhas e marolas. Evitar o quadro atual de demissões talvez não fosse possível, mas minimizá-lo, antecipando ações paliativas por conta de saber que uma crise viria e qual seu grau de extensão seria totalmente possível. Será que as empresas não se valem de IC para tomar decisões? Não acreditamos nisso. Com certeza, foi a relativa tranquilidade que a floresta de negócios apresentava que as fez não olhar cuidadosamente seus alertas de inteligência, que municia os executivos a enxergar questões de relevância estratégica, para antecipar ameaças.

Temos certeza que as empresas, a partir de agora, vão gritar: Épocas de crise podem ser superadas com inteligência!.

Eduardo Lapa e Elisabeth Gomes - Jornal do Brasil