quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Por que 2009 será o ano da volta por cima

O ano que passou talvez seja para sempre lembrado como o ano da crise e do colapso do sistema financeiro mundial. Mas, por outro lado, foi o ano da consolidação das redes sociais e da web 2.0. Descobrimos que até agora só arranhamos a superfície do universo de possibilidades de colaboração entre as pessoas, onde quer que elas estejam. Com a ajuda dessas ferramentas, 2009 tem tudo para entrar para história como o ano da volta por cima. Isso porque, pela primeira vez na história, podemos juntar o conhecimento de milhões de pessoas e construir a partir daí o que sempre nos fez sair das crises: a inovação.Para começar, as empresas finalmente acordaram para o potencial das redes sociais. Como o Orkut pode ajudar os negócios já não é mais a pergunta da vez. A questão agora é como dar o próximo passo e fazer com que os consumidores possam fazer parte das estratégias da empresa participando também do conteúdo dos sites. Google – sempre ele – já deu esse passo criando o Friend Connect que cria uma ponte entre as redes sociais e os sites. O consumidor pode entrar no endereço da empresa e ao mesmo tempo interagir com outras pessoas com interesses em comum, tudo isso conectado ao seu grupo de amigos nas redes sociais.Outra ferramenta já praticamente consolidada é o micro-blogging do Twitter. Se no início não se sabia muito bem que direção esse recurso ia tomar – saber que fulano está escovando os dentes, definitivamente não é relevante – agora já se sabe: dispersar informação. Nos Estados Unidos o Twitter manteve os eleitores de Barack Obama a par dos desenlaces da campanha e, no Brasil, ajudou no trabalho de resgate das vítimas dos alagamentos em Santa Catarina. Para empresas, o Twitter é o melhor espelho possível do que está na boca do povo. E, melhor ainda, com a possibilidade de interagir e fornecer informações relevantes a partir do celular.E por falar em celular, está claro que no quesito comunicação móvel ainda não vimos nem o começo. A Apple acertou em cheio com o lançamento do iPhone, mas foi ainda mais certeira com a redução do preço do aparelho. Preços mais baixos significam mais gente utilizando e, portanto, maior interação entre usuários. No Brasil, talvez o único impedimento para a tecnologia decolar de vez seja a infra-estrutura, ainda lamentavelmente precária. De qualquer forma, não há como fugir do fato de que a colaboração é um caminho sem volta. Neste ano veremos como milhões de cabeças pensam melhor do que uma e serão capazes de enfrentar qualquer desafio. Ferramenta e vontade para isso é o que não falta.
Fonte: Portal Fator Brasil

Web 2.0 pede vídeo 2.0

É fato que, no meio do bombardeio de informações ao qual o consumidor está exposto na internet, é preciso se diferenciar. Assim, a principal pergunta que ronda a cabeça dos executivos de marketing hoje é: como?
Não há resposta pronta, mas a parte boa da história é que as alternativas não são poucas e crescem rapidamente. Um dos caminhos mais eficazes - e que boa parte das empresas parece já ter entendido que funciona - é o vídeo para internet. Não à toa, há previsão de investimento de cerca de US$ 8 bilhões em empresas de vídeo online nos próximos anos, segundo o Dow Jones Venture Source.
Claro que o sucesso de um videoweb não acontece por acaso. Quem tem acompanhado os mais recentes cases de vídeos que viraram hit no ambiente online percebe o óbvio: o vídeo, assim como a web, precisa ser 2..0. Não só porque seu meio de veiculação é a internet, ou pela expansão da banda larga e a evolução dos formatos de compressão de imagem, mas por tudo aquilo que esse novo formato representa.
O pensamento para todos os processos, da produção à reprodução de um vídeo para a rede, deve obrigatoriamente considerar princípios como interação e colaboração.
É por conta desses aspectos que conferimos hoje uma mudança enorme na maneira como as pessoas consomem conteúdo. É importante, portanto, identificar o que é realmente relevante para elas, o que elas estão em busca - e correr atrás do que elas estão atrás. E é possível? É. Esse é o grande barato da internet: o usuário dá pistas sobre o que gosta, estabelece-se em comunidades, classifica-se em nichos, revela seu perfil a partir de graus de interesse e interação. É assim que identificamos a efetividade do story telling marketing, por exemplo - como acontece com a ação desenvolvida pelo jornal NY Times, intitulada "NY Times Conversations".
Com o vídeo na internet é a mesma coisa: é possível ter um feedback quase que imediato das ações de marketing propostas - especialmente porque o consumidor faz questão de falar.
A internet e o vídeo 2.0 permitem ao usuário avaliar se ele gosta ou não do que foi produzido, comentar, trocar impressões com quem já assistiu àquele mesmo vídeo, enviar um link para amigos, viralizar... Tudo ao mesmo tempo agora.É claro que a capacidade de um vídeo se espalhar a uma velocidade vertiginosa na web é um caminho fatal para seu total sucesso ou completa desgraça. Seja como for, é preciso se arriscar e manter a transparência. Da mesma forma que uma marca disponibiliza um vídeo, é preciso dar ao internauta ferramentas para que ele possa discuti-lo e compartilhá-lo.
É impensável hoje, com a quantidade de redes sociais disponíveis, uma empresa ignorar essa premissa. Por isso já aconselhava o especialista em marketing canadense Don Tapscott: "Se é para ficar nu, é melhor entrar em forma".
Para dominar a linguagem e as implicações das ações de marketing que envolvem vídeos na internet é preciso entender, antes de mais nada, que o tipo de experiência procurada pelo internauta na web é diferente daquela que ele busca ao ligar a TV na sala de casa. Não à toa, os vídeos na web precisam ser mais curtos, por exemplo. Na internet, buscam-se tecnologia e inovação - sempre. E da forma mais sucinta possível.
A síntese disso tudo é: o consumidor/internauta precisa ser surpreendido. O vídeo pode até ser simples do ponto de vista técnico (o que não necessariamente pede uma imagem à la Bruxa de Blair), mas uma boa ideia - não só na web - faz toda a diferença na hora da conquista. Assim, o inédito, o ousado, ganham espaço, viram hit.
Isso prova que, mais do que o formato, o importante mesmo é sempre o bom e velho conteúdo. Parece um despropósito alertar, mas o vídeo - e isso vale para qualquer plataforma - precisa, antes de tudo, ter uma mensagem. E mais, precisa conectar o público a ela. É aí que está a parte difícil dessa história toda.
Ainda assim, não há dúvidas de que o vídeo é uma das formas mais eficazes de comunicação quando o objetivo é envolver, contar uma história e emocionar. Vale lembrar os vídeos para internet desenvolvidos pela Dove durante a "Campanha pela Real Beleza". Hoje as marcas das empresas têm vida, precisam se expressar e criar empatia com seu público. Nada melhor do que a imagem em movimento para garantir essa experiência. É isso o que prega o emotional branding, conceito criado pelo designer francês radicado norte-americano Marc Gobé. Então, para funcionar, a conexão do consumidor com um vídeo de uma marca na internet precisa, além de ser 2.0, ser emocional. Senão, nada feito.
Fonte: HSM Management online

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

As tecnologias móveis quentes indicadas pelo Gartner

As tecnologias móveis continuam como as principais tendências do mercado para 2009 e 2010. O Gartner identificou as oito tecnologias sem fio que evoluirão significativamente nos próximos anos, impactando no curto prazo as estratégias e políticas do mercado móvel. São elas:

1. Bluetooth 3.0

A especificação Bluetooth 3.0 será lançada neste ano e os dispositivos com tal tecnologia começarão a chegar ao mercado em 2010. Segundo o Gartner, a versão 3.0 provavelmente irá incluir funcionalidades como ultra-low-power, modo que permitirá o uso de novos dispositivos, tais como periféricos e sensores, e novas aplicações, como monitoramento de saúde. O Bluetooth 3.0 terá suporte a três tecnologias: o Bluetooth clássico, Wi-Fi e ultrabanda larga (wideband-UWB). Mas é possível que o padrão tenha conectividade com outras especificações. Devido à sua ampla disponibilidade, a conectividade com o Wi-Fi será a mais importante no curto prazo e permitirá que celulares transfiram rapidamente grandes volumes de dados.

2. Interfaces para usuários móveis (UIs, na sigla em inglês)

O Gartner aponta que as UIs terão um grande efeito sobre a usabilidade e o suporte dos dispositivos móveis. Esta será uma área na qual haverá uma intensa competição entre os fabricantes em 2009 e 2010, que utilizarão as UIs para diferenciar seus aparelhos e plataformas. De acordo com a consultoria, a diversidade de UIs vão complicar o desenvolvimento e o suporte das empresas para aplicações de comércio eletrônico entre empresas (B2B) e transações entre empresas e consumidores (B2C). Por esse motivo, a consultoria alerta que os fabricantes devem esperar maior demanda dos usuários para suporte de aparelhos. Apesar disso, as interfaces tornarão mais acessível a web móvel em pequenos dispositivos e este será o melhor canal para clientes e empregados.

3. Sensor de localização

Com os sensores de localização, as aplicações móveis serão mais poderosas e úteis. No futuro, a localização será um componente-chave e reforçará outros sistemas, como o de presença móvel e de redes sociais móveis. O Gartner observa que a crescente maturidade dos sensores de localização em campo, utilizando tecnologia Wi-Fi abre um leque de novas aplicações que exploram a localização de equipamentos ou pessoas. Apesar de possibilitar a exploração de vários novos serviços, a aplicação pode criar novos desafios de segurança e de privacidade.

4. Wi-Fi 802.11n

O novo padrão de Wi-Fi 802.11n aumentará a taxa de transmissão de dados para 100 Mbps e 300 Mbps, e permitirá uma melhor cobertura em algumas situações. O padrão 802.11n deverá definir o desempenho da tecnologia Wi-Fi por diversos anos. O Wi-Fi de alta velocidade é desejável para aplicações de mídia streaming nos escritórios e residências. Para as organizações, o novo padrão exigirá novos pontos de acesso, novas interfaces para usuários sem fio, novas redes e um novo padrão Ethernet. Contudo, o Wi-Fi 802.11n será a primeira tecnologia de internet sem fio a permitir velocidades compatíveis com as de fio, comumente utilizadas para a conexão de PCs em escritórios. Segundo o Gartner, o novo Wi-Fi deverá ser considerado pelas empresas para equipar seus escritórios, substituindo os padrões antigos.

5. Tecnologias de displays

Durante 2009 e 2010, as novas tecnologias para displays terão um impacto no mercado, aumentando a vida útil da bateria e melhorando a qualidade da tela, permitindo o compartilhamento das imagens e informações de forma mais simples e fácil. Os displays passivos, como os usados em e-books, oferecerão novas formas de distribuição e consumo de documentos. A tecnologia de display, analisa o Gartner, será um meio de diferenciação e um importante critério de escolha para os consumidores.

6. Web móvel e widgets

A internet móvel vai emergir como uma meio de baixo custo para entregar aplicações móveis simples para um grande número de dispositivos. Ela tem algumas limitações que não poderão chegar a 2010, como o fato de não ter um padrão universal para o acesso do navegador a alguns serviços, como máquinas fotográficas e dispositivos GPS. No entanto, a web móvel oferece um atraente custo total de propriedade (TCO) sobre aplicações centradas no cliente. Widgets (pequenas aplicações de web móvel) são suportados por muitos navegadores móveis, e fornecem uma maneira simples para "alimentar" celulares e telas pequenas. Segundo o Gartner, as aplicações de web móvel serão muito utilizadas em estratégias móveis de B2C. Aplicações de thin-client também devem emergir como uma solução prática para aplicações corporativas usando conexões Wi-Fi ou celulares.

7. Banda Larga Móvel

As conexões de banda larga móvel tiveram uma explosão de vendas em 2008, impulsionadas pela disponibilidade de tecnologias e preços atraentes ofertados pelas operadoras de celular. O desempenho da tecnologia HSPA (High-Speed Packet Access) prevê um ou dois megabits no uplink e downlink. Em muitas regiões, HSPA oferece conectividade adequada para substituir hotspots Wi-Fi, e sua maturidade permite que as organizações comprem laptops com módulos de celular embarcados que fornecem um desempenho superior aos SIMcards.

8. Near Field Communication (NFC)

NFC fornece uma maneira simples e segura de comunicação entre celulares em distâncias curtas. O Gartner aponta que a NFC está emergindo como um padrão líder para aplicações móveis, tais como pagamento móvel, com experiências bem-sucedidas realizadas em vários países, e transferências de informações. O Gartner, entretanto, não espera muitas aplicações baseadas em NFC antes de 2010 em mercados maduros, como na Europa e os Estados Unidos. A consultoria acredita que é mais provável que o NFC se torne importante mais cedo nos mercados emergentes, com algumas implementações começando em 2010.
Fonte: TIinside online - (www.tiinside.com.br)

As tecnologias móveis quentes indicadas pelo Gartner

As tecnologias móveis continuam como as principais tendências do mercado para 2009 e 2010. O Gartner identificou as oito tecnologias sem fio que evoluirão significativamente nos próximos anos, impactando no curto prazo as estratégias e políticas do mercado móvel. São elas:

1. Bluetooth 3.0

A especificação Bluetooth 3.0 será lançada neste ano e os dispositivos com tal tecnologia começarão a chegar ao mercado em 2010. Segundo o Gartner, a versão 3.0 provavelmente irá incluir funcionalidades como ultra-low-power, modo que permitirá o uso de novos dispositivos, tais como periféricos e sensores, e novas aplicações, como monitoramento de saúde. O Bluetooth 3.0 terá suporte a três tecnologias: o Bluetooth clássico, Wi-Fi e ultrabanda larga (wideband-UWB). Mas é possível que o padrão tenha conectividade com outras especificações. Devido à sua ampla disponibilidade, a conectividade com o Wi-Fi será a mais importante no curto prazo e permitirá que celulares transfiram rapidamente grandes volumes de dados.

2. Interfaces para usuários móveis (UIs, na sigla em inglês)

O Gartner aponta que as UIs terão um grande efeito sobre a usabilidade e o suporte dos dispositivos móveis. Esta será uma área na qual haverá uma intensa competição entre os fabricantes em 2009 e 2010, que utilizarão as UIs para diferenciar seus aparelhos e plataformas. De acordo com a consultoria, a diversidade de UIs vão complicar o desenvolvimento e o suporte das empresas para aplicações de comércio eletrônico entre empresas (B2B) e transações entre empresas e consumidores (B2C). Por esse motivo, a consultoria alerta que os fabricantes devem esperar maior demanda dos usuários para suporte de aparelhos. Apesar disso, as interfaces tornarão mais acessível a web móvel em pequenos dispositivos e este será o melhor canal para clientes e empregados.

3. Sensor de localização

Com os sensores de localização, as aplicações móveis serão mais poderosas e úteis. No futuro, a localização será um componente-chave e reforçará outros sistemas, como o de presença móvel e de redes sociais móveis. O Gartner observa que a crescente maturidade dos sensores de localização em campo, utilizando tecnologia Wi-Fi abre um leque de novas aplicações que exploram a localização de equipamentos ou pessoas. Apesar de possibilitar a exploração de vários novos serviços, a aplicação pode criar novos desafios de segurança e de privacidade.

4. Wi-Fi 802.11n

O novo padrão de Wi-Fi 802.11n aumentará a taxa de transmissão de dados para 100 Mbps e 300 Mbps, e permitirá uma melhor cobertura em algumas situações. O padrão 802.11n deverá definir o desempenho da tecnologia Wi-Fi por diversos anos. O Wi-Fi de alta velocidade é desejável para aplicações de mídia streaming nos escritórios e residências. Para as organizações, o novo padrão exigirá novos pontos de acesso, novas interfaces para usuários sem fio, novas redes e um novo padrão Ethernet. Contudo, o Wi-Fi 802.11n será a primeira tecnologia de internet sem fio a permitir velocidades compatíveis com as de fio, comumente utilizadas para a conexão de PCs em escritórios. Segundo o Gartner, o novo Wi-Fi deverá ser considerado pelas empresas para equipar seus escritórios, substituindo os padrões antigos.

5. Tecnologias de displays

Durante 2009 e 2010, as novas tecnologias para displays terão um impacto no mercado, aumentando a vida útil da bateria e melhorando a qualidade da tela, permitindo o compartilhamento das imagens e informações de forma mais simples e fácil. Os displays passivos, como os usados em e-books, oferecerão novas formas de distribuição e consumo de documentos. A tecnologia de display, analisa o Gartner, será um meio de diferenciação e um importante critério de escolha para os consumidores.

6. Web móvel e widgets

A internet móvel vai emergir como uma meio de baixo custo para entregar aplicações móveis simples para um grande número de dispositivos. Ela tem algumas limitações que não poderão chegar a 2010, como o fato de não ter um padrão universal para o acesso do navegador a alguns serviços, como máquinas fotográficas e dispositivos GPS. No entanto, a web móvel oferece um atraente custo total de propriedade (TCO) sobre aplicações centradas no cliente. Widgets (pequenas aplicações de web móvel) são suportados por muitos navegadores móveis, e fornecem uma maneira simples para "alimentar" celulares e telas pequenas. Segundo o Gartner, as aplicações de web móvel serão muito utilizadas em estratégias móveis de B2C. Aplicações de thin-client também devem emergir como uma solução prática para aplicações corporativas usando conexões Wi-Fi ou celulares.

7. Banda Larga Móvel

As conexões de banda larga móvel tiveram uma explosão de vendas em 2008, impulsionadas pela disponibilidade de tecnologias e preços atraentes ofertados pelas operadoras de celular. O desempenho da tecnologia HSPA (High-Speed Packet Access) prevê um ou dois megabits no uplink e downlink. Em muitas regiões, HSPA oferece conectividade adequada para substituir hotspots Wi-Fi, e sua maturidade permite que as organizações comprem laptops com módulos de celular embarcados que fornecem um desempenho superior aos SIMcards.

8. Near Field Communication (NFC)

NFC fornece uma maneira simples e segura de comunicação entre celulares em distâncias curtas. O Gartner aponta que a NFC está emergindo como um padrão líder para aplicações móveis, tais como pagamento móvel, com experiências bem-sucedidas realizadas em vários países, e transferências de informações. O Gartner, entretanto, não espera muitas aplicações baseadas em NFC antes de 2010 em mercados maduros, como na Europa e os Estados Unidos. A consultoria acredita que é mais provável que o NFC se torne importante mais cedo nos mercados emergentes, com algumas implementações começando em 2010.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

DICA DE LEITURA

O Guardião de Memórias de Kim Edwards

Este livro reserva uma trama cheia de surpresas que vai emocionar e mostrar o profundo, e às vezes irreversível, poder de nossas escolhas.

Alan Rutherford: “A mídia digital vai crescer com a crise”

O Midas das novas mídias comanda a Digitas, a maior empresa de marketing digital do mundo


O inglês Alan Rutherford,que comanda a Digitas:
"A pesquisa ficou destinada à internet.
Por isso as empresas precisam hoje estar presentes
nesse mundo online para não perder negócios"

Comunicação digital é um canal relativamente novo, surgido com a internet nos anos 90. Alguma coisa já mudou de lá pra cá?

Há dez anos, marketing digital dizia respeito a apenas vender e anunciar pela internet. Você colocava um anúncio com pop ups que surgiam na tela e achava que aquilo ia vender. Percebeu-se que não é bem assim. Aliás, fizemos uma pesquisa recentemente e descobrimos que esse tipo de mídia incomoda mais do que ajuda. Os pop ups são 40% menos eficientes hoje do que eram há dois anos. O poder da mídia digital é muito maior e vai além disso. É uma grande ferramenta para construção de sua marca. E todos sabem que quando você tem uma marca sólida consegue vender com mais facilidade.

De que modo isso é possível?

O caso da rede de hotéis Holiday Inn é exemplar. Eles desenvolveram um programa de comédia de dez minutos que se passa em lugares diferentes do mundo – obviamente em cidades onde estão os hotéis da rede. Esses episódios viraram febre. Todo mundo queria assistir. Conseguiram, com isso, vincular sua marca a um programa agradável, fizeram as pessoas assistirem aos episódios sem que isso fosse visto como um momento ruim e, ainda por cima, tiveram uma propagação incrível por meio dos próprios internautas que postam em blogues e enviam o programa por e-mail. Isso é construir uma marca no mundo digital e não somente vender um produto.

As mídias digitais mudaram o comportamento do consumidor?

Sim. Elas tiveram uma influência muito grande no modo como as pessoas compram. Na categoria de carros, por exemplo, 80% das pessoas na Europa procuram informações pela internet antes de ir a uma loja. Eles vão à procura de tudo: modelos, cores, interior, design, opiniões de pessoas que usam o carro. Só depois vão à loja. Há cinco anos, os compradores de carro iam em média a seis lojas antes de decidir comprar um carro. Agora vão no máximo a duas. A pesquisa ficou destinada à internet. Por isso as empresas precisam hoje estar presentes nesse mundo online para não perder negócios. O Google é hoje um dos espaços de publicidade mais disputados. Você tem que pagar para estar no topo da lista de busca por uma palavra-chave. No Reino Unido, o Google ganha mais dinheiro com propaganda do que qualquer outra empresa de publicidade do mundo.

As empresas brasileiras estão preparadas para construir suas marcas no mundo digital?

Algumas sim, mas a imensa maioria não. Os presidentes não sabem como fazer isso. Isso ocorre porque a geração digital ainda não chegou aos postos de comando e os CEOs de hoje são ainda de uma geração analógica, que não nasceu em meio à tecnologia. Eles não sabem exatamente do que se trata o mundo digital, sabem que é importante, mas não fazem a menor idéia do que fazer. Eles chegam nas agências à procura de pacotes, de soluções e de iniciativas – coisa que nem sempre encontram porque o Brasil está muito tecnologicamente atrasado na questão de mídias digitais. E é nesse nicho que queremos nos inserir aqui no Brasil e na América Latina.

A crise está afetando os investimentos nesse setor?

Não. Pelo contrário, eu acho que a crise vai ajudar o setor a crescer mais rápido. Isso porque num momento de dificuldade é mais do que nunca importante que cada investimento tenha o melhor retorno possível. E já se sabe que é possível ter retorno maior com o mundo digital do que com qualquer outro meio. Se você disparar um e-mail para seis milhões de pessoas que são seu público alvo, as chances do e-mail ser aberto e lido são de 80%. Ou seja, você atingiu 4,2 milhões de pessoas. Numa mídia tradicional, um comercial em horário nobre que atingiria essa mesma quantidade de gente custaria milhares de dólares.

O mundo digital facilitou o entendimento do consumidor?

Sim, porque as pesquisas hoje estão muito mais sofisticadas e precisas. Na internet você sabe exatamente o caminho que o seu cliente faz. Uma empresa aérea, por exemplo, consegue identificar os destinos que seu passageiro mais viaja e mandar promoções sobre aqueles trechos. É quase uma propaganda feita sob medida. Você atinge muita gente de maneira personalizada. Isso é algo extraordinário que não se podia fazer há algum tempo.

O que se deve manter das cartilhas e transpor para o mundo digital sobre vender e anunciar?

O mundo digital tem muito menos regras, mas duas delas certamente ficam do que se tinha aprendido com o mundo analógico. Primeiro, o consumidor é rei. E, segundo, que grandes idéias são fundamentais para tocar uma empresa adiante. Sempre.


Fonte: Época Negócios - Janeiro de 2009

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O arquiteto da informação está a serviço da clareza

As empresas buscam clientes e já descobriram que chamar a atenção deles agora está mais difícil. É neste campo que entra em ação o auxílio importante do arquiteto da informação. Com o advento da tecnologia da informação e das redes sociais, eis que estamos em uma sociedade mais exigente. O século XXI está marcado pelo aumento exponencial da informação em todos os setores e motivado pela democracia da informação.Ao mesmo tempo em que somos consumidores de informação, também a produzimos e estamos em constante processo de transformar dados em conhecimento. Como conseqüência, o cidadão se torna mais exigente com o que lhe é apresentado como fato ou verdade. Trazendo para o campo doméstico, nosso exempla vale até dentro da cozinha, onde não basta saber se o frango tal é da procedência da empresa X ou Y - o cliente quer saber se o frango possui o selo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ração o alimenta e qual o impacto dos aditivos químicos na saúde do consumidor. São preocupações e reflexões novas.Rótulos, marcas e a própria arquitetura de informação não passam desapercebidos pelos clientes/ usuários, que buscam produtos e serviços mais específico para suas necessidades. O público também tem em mente que toda informação comunicada é potencialmente passível de distorções em suas fontes e reconhece que pode ser manipulada pelo emissor.Sabemos que um advogado ganha mais emperrando um processo no Fórum do que resolvendo a situação do cliente. Que um médico pode preferir uma cirurgia. E o mecânico que vai consertar a lanterna quebrada de seu carro irá se esforçar para encontrar alguns defeitos. Existe uma máxima em Biblioteconomia que diz: "Informação é poder!". Ou seja, aquele que detém informação e conhecimento tem um grande poder nas mãos. O comentário aqui não tem a finalidade de manchar a imagem de nenhuma das classes profissionais citadas, mas apenas exemplificar como a informação pode ser manipulada com intencionalidade.Ao mesmo tempo, população bem informada é menos propensa a doenças, tem maiores possibilidade de galgar bons empregos e de estar sempre um passo à frente.Assim, ajudar a organizar e tornar a informação utilitária e com valor agregado não é tarefa fácil. Bibliotecários, arquivistas, cientistas da informação, arquitetos de informação e profissionais de TI dedicam anos de suas vidas para que toda essa massa informacional seja filtrada, mapeada, modelada e destinada ao cliente certo.Se, ao acessar um website, se você conseguiu de primeira lançar uma palavra e encontrar o que está procurando, pode apostar que teve uma equipe trabalhando duro para levar a informação até você. E se esse trabalho nem for percebido é porque os profissionais que atuam no segundo plano cumpriram seu papel.Mesmo quem não é um usuário assíduo da internet, com certeza o é de informação, independente de onde ela esteja. São preocupações marcantes, pois as empresas buscam clientes e já descobriram que chamar a atenção deles agora está mais difícil. * por Rafael Marinho (rafael_biblio@hotmail.com), consultor em trabalhos acadêmicos, prestador de serviços em gestão da informação e mantém o blog Bibliotecário Virtual.
Fonte: Portal Ad News